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13 de fevereiro de 2015

MINERAIS - SUA IMPORTÂNCIA E BIODISPONIBILIDADE PARTE II

Olá pessoal!!

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Vamos continuar o post da semana passada falando da importância e biodisponibilidade de outros minerais.

ZINCO

Resultado de imagem para figuras de alimentos fontes de zincoO zinco está presente em todos os tecidos, órgãos, fluidos e secreções corporais. Os maiores compartimentos de zinco no organismo são os ossos. O zinco é um mineral essencial para a função de mais de 300 enzimas em muitas espécies e constituinte estrutural em proteínas não enzimáticas. As enzimas dependentes se zinco participam do metabolismo de carboidratos, lipídeos e proteínas. Ele também faz parte de uma enzima antioxidante importantíssima chamada de superóxido dismutase. 

Em razão da importância do zinco em várias reações do organismo, a sua deficiência poderá acarretar alterações gerais. Em deficiências graves desse mineral, ocorrem alterações na pele e nos sistemas gastrointestinal, imunológico, nervoso central, esquelético e reprodutor. 

Os alimentos ricos em zinco são os frutos do mar, carnes vermelhas, oleaginosas, ovos. 

A biodisponibilidade é o fator mais importante a se considerar na absorção do zinco, a qual pode variar entre 20 a 50% de uma dieta adequada. Imaginem se a dieta estiver inadequada... não sobra quase nada!

A absorção do zinco ocorre no trato gastrointestinal , em todo o intestino delgado e o teor desse processo depende de vários fatores: quantidade de zinco, tipo de alimento consumido e percentual de zinco necessário ao corpo, que é individual.

Alimentos ricos em proteínas são melhores fontes desse mineral do que a fonte vegetal. O excesso de fibras e fitatos pode prejudicar a sua absorção. 

COBRE
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O cobre exerce, principalmente, papel bioquímico catalítico. Esse mineral é co-fator em algumas enzimas essenciais, ao crescimento e  desenvolvimento, é importante também para o sistema imune, para a maturação das células vermelhas e brancas no sangue, para o desenvolvimento ósseo, transporte de ferro, metabolismo de colesterol, contração do miocárdio, desenvolvimento cerebral e metabolismo de carboidratos. 

As principais fontes alimentares de cobre são frutos do mar, fígado, cacau, cereais integrais, oleaginosas, cogumelos e sementes.

A biodisponibilidade de cobre fornecida pela dieta varia de 65 a 70% e depende da forma química do cobre, interações com outros metais (zinco, selênio), quantidade de fibras, taninos e fitatos, componentes dietéticos. 

A utilização de vitamina C e ferro como terapia para anemia ferropriva é muito comum, podendo resultar em efeitos negativos no metabolismo de cobre. O alto teor de zinco na dieta agrava os sinais de carência nutricional de cobre, diminuindo de maneira significativa a atividade de importantes enzimas dependentes de cobre. 

INFORMAÇÕES IMPORTANTES SOBRE OS MINERAIS

A microbiota intestinal é fundamental para a absorção de qualquer nutriente. Não seria diferente com os minerais. Um intestino saudável é importante para tudo o que acontece em nosso corpo, pois é no intestino que absorvemos o que ingerimos!

As interações competitivas entre os minerais não exercem nenhum efeito quando as doses estão de acordo com as necessidades individuais. Aumentos pequenos nas quantidades ingeridas de um mineral (seja por alimentação ou suplementação) podem causar consequências nutricionais sérias e graves. Os nutrientes trabalham em sinergismo, a falta ou excesso de um pode gerar a deficiência de outro. Uma alimentação equilibrada e planejada de acordo com a individualidade bioquímica de cada um é parte importante de um planejamento alimentar. 

As bebidas como café, chá mate, chá preto, refrigerantes, com alto teor de taninos reduzem a absorção de vários minerais. Portanto nunca tome junto com as refeições.

Espero ter contribuído um pouco mais.

Um abraço e um ótimo carnaval a todos! 


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Fonte: Silva, S.M.C., 2007

6 de fevereiro de 2015

MINERAIS - SUA IMPORTÂNCIA E BIODISPONIBILIDADE - PARTE I


Olá Pessoal!


As vitaminas e minerais são nutrientes essenciais que exercem importantes funções no metabolismo. Necessários em pequenas quantidades, podem ser obtidos naturalmente através do consumo de alimentos. Entretanto, para escolher os alimentos adequados deve-se ter a preocupação com a combinação entre eles, suas interações, já que existem substâncias que podem prejudicar ou favorecer  o aproveitamento de nutrientes quando consumidos em conjunto. É a famosa biodisponibilidade. Hoje vou falar sobre a biodisponibilidade de alguns minerais. 

Biodisponibilidade é a proporção do alimento ingerido efetivamente absorvida, após seu transporte ao local de atuação e convertida a forma mais ativa. Na prática, há competição entre os nutrientes como consequência do desequilíbrio da dieta, uma vez que o excesso de um prejudica a absorção de outro. 

Vários fatores influenciam a biodisponibilidade dos nutrientes: fisiológicos, metabólicos, genéticos, idade, flora intestinal, quelantes naturais, solubilidade, fibras. A eficiência de absorção depende de todos esse fatores. Uma combinação adequada de alimentos é fundamental, é sempre bom lembrar que nem tudo que comemos conseguimos absorver. 

Vamos falar de alguns minerais, sua importância e algumas dicas para melhorar a sua absorção e biodisponibilidade.

CÁLCIO

O cálcio é o mineral mais abundante no corpo humano. Está presente em quase 2% do peso corporal. Entretanto 99% desse mineral encontra-se nos ossos e nos dentes e 1% restante está no sangue, nos fluidos extracelulares e no interior das células dos tecidos, regulando funções metabólicas essenciais. 

O cálcio é importante para construir e manter ossos e dentes. Atua na função de hormônios proteicos, na liberação ou ativação de enzimas intra e extracelulares, atua na transferência de íons, na coagulação sanguínea, na liberação de neurotransmissores e nos bastimentos cardíacos.

A eficiência da absorção do cálcio depende do estágio da vida do indivíduo. Momentos em que a necessidade de cálcio aumenta (infância, lactação) resultam em absorção maior desse mineral. 

O ácido clorídrico do estômago diminui o PH do intestino e juntamente com aminoácidos (lisina e arginina) exerce efeito favorável no PH intestinal aumentando a absorção de cálcio. 

Os oxalatos, as fibras e os ácidos graxos saturados de cadeia longa ligam-se ao cálcio e formam complexos insolúveis no intestino, dificultando sua absorção. Portanto, cuidado com o suplemento de cálcio tomado junto com refeição, a composição dessa refeição deve ser avaliada. O ácido fítico encontrado em sementes e vegetais dificulta a absorção desse mineral, o fitato tem a capacidade de quelar vários minerais.

As dietas hiperproteicas influenciam na absorção do cálcio por exercerem um efeito diurético sobre esse mineral em consequência do metabolismo dos aminoácidos sulfurados, aumentando assim a excreção de cálcio urnário. Portanto, uma dieta rica em proteínas pode elevar os riscos para a perda de cálcio. Atenção malhadores de plantão que adoram se entupir de proteína!!! Não adianta achar que vai ficar forte... você poderá ter sim uma osteoporose!

A vitamina D na sua forma ativa é fundamental para absorção de cálcio, assim como outros minerais: magnésio, cobre, zinco. 

A cafeína e o álcool também aumentam a excreção de cálcio, reduzindo sua absorção. A dupla café com leite não é tão interessante...

Atenção: os vegetais verdes escuros (que possuem uma quantidade excelente de magnésio - fundamental para absorver o cálcio) apresentam cálcio com biodisponibilidade melhor que a do leite! Exceto o espinafre devido apresenta de oxalatos. 

As boas fontes alimentares de cálcio são: vegetais folhosos, algas marinhas, leguminosas, gergelim, semente de melão, leite e derivados. 

MAGNÉSIO 

O magnésio desenvolve papel importante em diversas reações intracelulares, incluindo a produção e o consumo de energia, além de reações enzimáticas. Desempenha função na excitabilidade muscular e nervosa, na síntese de DNA e RNA; e é responsável pela distribuição de sódio, potássio e cálcio. 

O magnésio também é necessário para a lipólise e a oxidação de ácidos graxos, para a biossíntese ou ativação de esteroides, colesterol e dos hormônios da tireoide, paratireoide e catecolaminas da adrenal. 

Na contração muscular e  na coagulação sanguínea o cálcio atua como promotor e o magnésio como inibidor. A interação dinâmica entre os dois minerais ajuda a regular a pressão sanguínea e o funcionamento dos pulmões. O magnésio também contribui para o funcionamento normal do sistema imunológico e auxilia na fixação do cálcio nos ossos e dentes.

O cálcio (somente em grandes quantidades) contido nos alimentos reduz a biodisponibilidade de magnésio. A proporção adequada de cálcio e magnésio na dieta é de 2:1. Quando essa proporção chega a 4:1 há maior risco de aparecimento de osteoporose e coagulação cardiovascular. Portanto, não adianta tomar/comer um monte de cálcio se não há magnésio nas proporções adequadas!! Poderá até prejudicar a saúde!

Concentrações elevadas de sódio e cálcio causam um aumento da excreção renal de magnésio. 

Teores elevados de proteínas, gorduras e carboidratos nos alimentos também podem influenciar a biodisponibilidade de magnésio.

As dietas hiperproteicas aumentam a necessidade de magnésio, por este participar da síntese de enzimas gastrointestinais e da atividade proteolítica, enquanto que dietas hipoproteicas diminuem a absorção de magnésio. Alta ingestão de proteínas também podem elevar a excreção. Resumindo: a proteína tem que estar na alimentação em quantidades adequadas e suficientes, nem mais nem menos. Cuidado com dietas da proteína!!! Mais uma vez podendo trazer sérios riscos a sua saúde. Não adianta perder peso rapidamente e ficar deficiente em nutrientes essenciais a nossa existência! Geralmente essas dietas restringem o consumo de vegetais, que são exatamente as maiores fontes de minerais tão importantes!

Dieta hiperlipídicas inibem a absorção de magnésio, elevando a sua necessidade para promover maior eficiência no metabolismo lipídico. 

As fontes alimentares de magnésio são: cereais integrais, castanhas, vegetais, peixes e frutas. 

FERRO

O ferro do organismo está presente em vários compartimentos, mas o maior deles é o sangue, que contém hemoglobina, a qual possui cerca de 70% de todo o ferro corporal.

O ferro também pode ser armazenado na forma de ferritina. O compartimento de transporte do ferro sérico é constituído de ferro ligado à transferrina, uma proteína específica de transporte no plasma.

O ferro na hemoglobina transporta oxigênio para o músculo em atividade. O ferro atua como fixador do oxigênio nas fibras musculares cardíacas e músculo esquelético, para proteger de lesão muscular durante os períodos da privação de oxigênio. Em citocromos participa da via oxidativa na produção de energia.

O ferro encontra-se nos alimentos na forma heme (presente na hemoglobina e na mioglobina da carne) ou ferro não heme (nos vegetais). A absorção do ferro heme é mais eficiente do que a do não heme. A cisteína da carne é considerada uma das principais promotoras da absorção do ferro. 

A biodisponibilidade do ferro pode ser afetada pela presença de taninos, fitatos, oxalatos e cálcio. Da mesma forma pode ser beneficiada pela presença de vitamina C, ácido cítrico e proteína animal.

A vitamina C é um eficiente promotor da absorção de ferro, ela está presente nas frutas cítricas e vegetais. A vitamina A também pode aumentar a absorção de ferro, por ter um efeito inibitório de fitatos.

A baixa acidez gástrica, o consumo excessivo de anti-ácidos pode provocar redução da absorção de ferro.

O cálcio em altas quantidades pode inibir a absorção de ferro. O fitato presente nas leguminosas e grãos inibem a absorção de ferro não heme. Por isso é importante deixar as leguminosas de molho antes do preparo e desprezar a água, para eliminar esses fatores anti-nutricionais. 

Os polifenóis encontrados no chá verde, café, vinho não são interessantes para a absorção do ferro. O ferro liga-se ao tanino formando um complexo insolúvel no intestino. Esse efeito é reduzido com a adição da vitamina C. 

As fontes alimentares de ferro são: carnes vermelhas, vegetais verde escuros, ovos, beterraba e leguminosas. 

Para este post não ficar tão longo deixarei os outros minerais para a próxima! Aguardem e não percam!

Um abraço e até a próxima!

Fonte: Silva, S.M.C., 2007