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15 de outubro de 2021

PRECISAMOS TER MEDO DO SAL?




sal sempre é polêmico. Será que precisamos ter medo dele? Já te respondo que não, o problema é o excesso (como sempre). A recomendação do seu consumo é de no máximo 5g ao dia (que corresponde a mais ou menos 2g de sódio – mineral que compõe o sal), porém os brasileiros consomem em média quase 10g de sal por dia, essa é a questão! O sal tem suas funções dentro do nosso corpo: garante equilíbrio dos fluidos corporais, participa da transmissão de impulsos nervosos, regula o ritmo cardíaco e o volume de sangue. Não precisamos eliminá-lo da nossa alimentação, mas realmente precisamos controlar sua quantidade, afinal o seu excesso está envolvido com hipertensão arterialdoenças cardiovasculares e problemas renais. Uma boa maneira de reduzir o consumo é acrescentar temperos naturais às preparações, como as ervas aromáticas (orégano, manjericão, tomilho, alecrim, etc.) e especiarias (pimenta, cúrcuma, páprica, canela, etc.), que dão sabor além de serem fontes de muitos fitoquímicos excelentes para nossa saúde.

Um abraço e até a próxima! 

23 de outubro de 2019

NÃO TENHA MEDO DO ARROZ



Olá pessoal!

Tenho certeza que muita gente gostará do assunto de hoje: ARROZ!

O arroz é um cereal muito típico da nossa culinária. Muitas pessoas tem receio de consumi-lo, por medo de engordar. Mas com bom senso, sem exagerar na quantidade e fazendo uma boa escolha, ele pode fazer parte de uma dieta saudável e gostosa. Vamos conhecer os tipos de arroz que temos hoje no mercado e suas propriedades:

Arroz branco ou polido ou agulha: é o arroz mais comum. Fonte de carboidratos e aminoácidos essenciais. Não é um dos tipos mais nutritivos de arroz, pois devido à retirada das camadas externas possui menor quantidade de vitaminas e minerais. Mesmo sem as camadas onde se encontram a maior concentração de nutrientes, o arroz polido conserva algumas proteínas e vitaminas (complexo B) porque as mantém no endosperma. Mas sua maior fonte é de carboidrato, especificamente o amido, que faz deste alimento uma grande fonte de energia.

Arroz parboilizado: contém as mesmas propriedades do arroz branco, mas com um teor maior de vitaminas e minerais, porque passa por um tratamento hidrotérmico (é submetido à pressão com água fervente antes do beneficiamento), que cozinha parcialmente o grão com a casca, isso faz com o os nutrientes (vitaminas e minerais) migrem para o interior do grão, aumentado o valor nutritivo, concentrando, por exemplo, as vitaminas do complexo B.

Arroz integral: é o arroz que mantém a camada externa do grão, conservando suas principais propriedades. Rico em carboidratos, proteínas, vitaminas do complexo B, vitamina E, vitamina A, ferro, magnésio, fósforo, cálcio, manganês e fibras. É o grão que se remove apenas a casca.
Arroz cateto ou japonês: são grãos curtos, curvados, que tem grande quantidade de amido, a sua versão integral conserva as mesmas propriedades citadas acima. Usado na culinária japonesa e bom para fazer doces a base arroz.

Arroz selvagem: Ele na verdade não é um arroz verdadeiro, é uma gramínea aquática de longas sementes escuras. É uma boa fonte de minerais, entre eles potássio e fósforo, e de vitaminas do complexo B: B1(tiamina), B2(riboflavina), e B3(niacina). Apresenta menor quantidade de amido e lipídeos, e maior conteúdo de um aminoácido chamado lisina. Tem baixo índice glicêmico.

Arroz vermelho: rico em fibras, compostos fenólicos, vitaminas do complexo B, ferro e zinco. Tem um poder antioxidante importante.

Arroz malekizado: é o grão com a casca, macerado em água fria por três dias e submetido a vapor à alta temperatura. Posteriormente é desidratado e descascado e são retirados a cutícula e o germe. Nesse processo ocorre a transferência dos produtos da cutícula para o interior do grão, preservando os nutrientes, que serão os mesmos do arroz polido.

Arroz arbóreo: é uma variedade de arroz italiano com grãos grossos, redondos e brancos. Tradicionalmente usado no preparo de risotos. Possui as mesmas propriedades do arroz polido.
Arroz negro: contém mais proteínas, mais fibras do que o arroz integral. É rico em ferro e compostos fenólicos que são antioxidantes.

O arroz é o principal alimento de quase metade da população mundial. Ele é uma excelente fonte de carboidratos, a sua versão integral pode agregar muitos nutrientes (vitaminas, minerais e fibras) e compostos bioativos que auxiliam o funcionamento do intestino, ajudam a reduzir o colesterol e controlam a velocidade que a glicose gerada pelo carboidrato vai para o sangue. Além disso, quase todas as variedades de arroz (exceto os que são polidos) contém uma quantidade muito boa de fibras, entre elas: celulose, hemicelulose, pectina, alginato, mucilagem, lignina e amido. As fibras são excelentes não só para o funcionamento do intestino, mas também para prevenção de alguns tipos de câncer, como o gástrico e o de cólon. O arroz não tem glúten e por isso é uma boa opção para os celíacos ou intolerantes ao glúten. Quando consumido junto com grãos fornece uma quantidade excelente de aminoácidos, sendo importante, por exemplo, para os vegetarianos e veganos.

A quantidade de arroz ideal é individual, pois ela depende de muitos fatores, tais como: problemas de saúde, objetivos em relação à composição corporal, atividade física, cultura, hábitos alimentares, etc.

A única restrição efetiva para o consumo do arroz é para quem é alérgico ao mesmo. Em dietas de restrição de carboidratos ele deve ser evitado ou consumido em doses de acordo com a estratégia elaborada pelo nutricionista.

A melhor forma de preparação é a tradicional: refogar os temperos (alho e cebola, por exemplo), adicionar o arroz e posteriormente a água. Para o arroz branco 2 xícaras de água para 1 de arroz. Já o integral demora mais para cozinhar e devemos colocar a proporção de 3 xícaras de água para cada xícara de arroz.

As preparações salgadas que podem levar o arroz na sua composição são diversas: arroz refogado, arroz a grega, sopas, risotos, bolinhos, tortas.

Entre os doces que podem ser preparados com o arroz, encontramos: arroz doce, mingaus, doces orientais, sua farinha pode ser utilizada para fazer bolos e vitaminas. O cereal também pode ser utilizado para fazer bebidas como as aguardentes de saquês.

E para incentivar você a colocar esse cereal no prato de forma nutritiva, deixarei uma receitinha bem gostosa:

ARROZ COLORIDO
Ingredientes:
- 1 col. sopa de azeite de oliva extra virgem
- 2 dentes de alho picados
- 1 cebola picada
- 1 xícara de arroz cateto integral
- 3 xícaras de água
- sal a gosto
- 1 colher de sobremesa de cúrcuma
- 1 cenoura ralada
- 1 abobrinha ralada
- ½ xícara de chá de salsinha e cebolinha picadas.

Preparo: refogue a cebola e o alho no azeite até dourar, acrescente o arroz e misture. Adicione a água e quando ferver adicione o sal e a cúrcuma. Abaixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por aproximadamente 30 minutos ou até o arroz estar bem cozido, acrescentando água se for necessário. Em outra panela refogue a cenoura e a abobrinha com um pouco de azeite até ficarem al dente. Misture a salsinha e a cebolinha. Misture os legumes com o arroz e sirva. Rendimento: 4 porções.

É importante sempre que possível escolher as versões integrais deste alimento, para que todos os nutrientes que trazem benefícios para a nossa saúde sejam consumidos.

Um abraço e até a próxima!

11 de junho de 2015

ADOÇANTES: USAR OU NÃO USAR?

Olá pessoal!!

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Durante muito tempo os adoçantes artificiais caíram nas graças do povo... mas com novos estudos e pesquisas podemos afirmar que eles não são tão bons assim para a nossa saúde como se pensava quando foram lançados no mercado. 

Os adoçantes, também chamados de edulcorantes, são um grande grupo de substâncias que geram sabor doce ou aumentam a percepção de sabores doces. 

Atualmente o FDA (Food and Drug Adminstration) aprova os seguintes adoçantes para consumo: sacarina, sucralose, aspartame, acessulfame-K e estévia. No Brasil além desses a Anvisa (Angência Nacional de Vigilância Sanitária) autoriza: sorbitol, manitol, ciclamato, isomaltinol, taumatina, maltilol, lactilol, xilitol e eritritol. Nos Estados Unidos o ciclamato é proibido devido a evidências da relação do uso dele com câncer. No Canadá a sacarina está proibida. Pena que no Brasil as coisas demoram a se modificar, por aqui a Anvisa apenas reduziu a quantidade máxima de adoçantes em bebidas e alimentos (no caso a sacarina e o ciclamato - por terem um impacto para a saúde pela presença de sódio na sua composição). A sacarina, o ciclamato e o aspartame foram os primeiros adoçantes artificiais comercializados. Depois vieram o acessulfame-K e a sucralose. 

Os adoçantes podem ser classificados como sintéticos: aspartame, sacarina, ciclamato, acessulfame-K e sucralose, e como naturais: frutose, manitol, sorbitol, estévia e xilitol. 

A tendência no consumo de alimentos e bebidas que contêm adoçantes tem aumentado significativamente nos últimos anos. Em sua maioria as pessoas não se preocupam com o tipo de adoçante presente nos alimentos e/ou bebidas e também não se atentam a quantidade ingerida ao dia. Portanto, a principal preocupação quanto ao aumento no consumo de adoçantes é se a quantidade ingerida diariamente pela população está dentro dos limites de ingestão considerados seguros pelos órgãos de saúde. 

O contato com o alimento doce começa no útero, onde o feto é envolto no líquido amniótico, que tem sabor doce, e continua após o nascimento, com o leite materno ou com as fórmulas lácteas industrializadas, contendo lactose. Na infância, adolescência e vida adulta temos o contato direto através dos alimentos e bebidas, e até mesmo nos medicamentos, que são adoçados para mascarar sabores desagradáveis. 

O sabor doce está relacionado a prazer e recompensa, pois está associado com a produção de dopamina, serotonina e peptídeos opioides no cérebro. Quando consumimos sacarose, o organismo produz insulina, que é trasportada para o cérebro e estimula os neurônios dopaminérgicos, gerando produção de dopamina, a qual ativa circuitos cerebrais envolvidos com as emoções. Apesar de não estimularem a produção de insulina, os adoçantes também possuem a capacidade de aumentar a dopamina no cérebro. Os estudos sugerem que duas vias independentes estimulam o sistema de recompensa: a gustativa, mediada pelos adoçantes, e a metabólica, mediada pela sacarose. Os adoçantes se ligam aos receptores para o sabor doce na língua e provocam uma produção instantânea de dopamina que dura alguns segundos, enganando o organismo. A sacarose, por estimular a produção de insulina, pode levar a uma liberação mais duradoura e cumulativa da dopamina. 

Lembrando que apesar da sensação de prazer, dietas ricas em sacarose afetam os mecanismo regulatórios do corpo, levando a resistência a insulina e leptina no hipotálamo, bloqueando os sinais fisiológicos desses hormônios da saciedade. Além do que, a ingestão de sacarose pode afetar a reatividade do cortisol para compensar o estresse.

Além de apresentarem um poder edulcorante muito maior quando comparados com a sacarose, os adoçantes não possuem calorias, um dos principais motivos que levam as pessoas que querem perder peso a consumi-los. Mas... o número de obesos cresce na mesma que proporção que cresce o consumo de adoçantes... tem algo errado, concordam???!!

Estudos sugerem, que ao contrário do que se imaginava, os adoçantes podem não ter um efeito tão direto no controle do peso, na verdade eles podem contribuir ainda mais para o desenvolvimento da obesidade. Ainda é contraditório, mas parece que por não terem calorias, o uso de adoçantes resulta na emissão de sinais psicológicos ambíguos que confundem os mecanismos de regulação do organismo, levando a perda do controle do apetite e estimulando a ingestão alimentar. 

Para a manutenção do ambiente interno é necessário que o organismo tenha energia suficiente para suprir as necessidades diárias. Se a energia é menor, devido a substituição do açúcar pelo adoçante, o organismo recorre a um sistema de compensação fazendo o indivíduo comer mais em outros momentos. Lembrando que não estou dizendo para consumir açúcar em excesso!!!

O sabor doce é reconhecido pela língua por receptores específicos, os quais reconhecem tanto a sacarose como os adoçantes. Essa ativação dos receptores ativa sinais intracelulares que estimulam nervos gustatórios periféricos e cerebrais. O processamento central do sabor doce ativa circuitos cerebrais relacionados à ingestão alimentar e ao sistema de recompensa que promovem o apetite pelo sabor doce. O sistema autônomo do cérebro também pode retransmitir a informação pelo nervo vago, preparando o sistema digestório para a chegada do alimento rico em carboidrato. 

O processo digestivo e absortivo da comida ingerida é coordenado pela percepção de glicose no intestino, que modula a absorção de nutrientes, a liberação de hormônios e a motilidade gastrointestinal, gerando sinais de saciedade ao cérebro, que encerrará o ato de comer. Mas os adoçantes não tem calorias e nem glicose, logo esse processo se desregula.

Os carboidratos da dieta são digeridos em açúcares (glicose, frutose e galactose) e absorvidos pelos enterócitos no intestino. A glicose e a galactose são transportadas para dentro dos enterócitos por meio de um transportador de glicose, já a frutose é passivamente absorvida (ou seja sem transportador). A expressão desse transportador e o índice de glicose absorvida estão relacionados com a quantidade de açúcar presente no lúmen intestinal. Os receptores para o sabor doce na língua (que iniciam a digestão do açúcar) também são os sensores que regulam a expressão do transportador de glicose. Alguns estudos mostram que a sucralose, a sacarina e o acessulfame-K apesar de pouco absorvidos pelo intestino, aumentam a expressão desse transportador, aumentando a absorção de glicose. Ainda especula-se que a estimulação dos receptores da língua para o sabor doce também aumenta a absorção de glicose por meio do aumento da expressão do GLUT2 das células intestinais, contribuindo para o desenvolvimento da obesidade. 

Portanto, as células do intestino codificam a sacarose e os adoçantes artificiais pelos mesmos mecanismos que as células da língua, regulando a expressão de proteínas transportadoras e hormônios que facilitam a absorção de glicose pelas células do intestino. Os receptores são capazes de detectar os adoçantes artificiais nos alimentos e bebidas, resultando no aumento da capacidade intestinal em absorver glicose. 

Falando especificamente de alguns adoçantes, estudos mostram que a sacarina e o ciclamato podem induzir um dano considerável ao DNA, indicando que a exposição a essa substância pode representar um risco potencial a saúde. Outros estudos evidenciam a sua relação com câncer de bexiga. 

O aspartame está relacionado com influência negativa sobre células nervosas. Dentre os metabólitos derivados de sua metabolização está a fenilalanina, a qual em excesso, bloqueia o transporte de aminoácidos no cérebro, contribuindo para a redução dos níveis de dopamina e serotonina. Outro metabólito, o ácido aspártico, quando em altas concentrações no cérebro, age como uma toxina que causa aumento da excitabilidade de neurônios e também pode agir como precursor para outro aminoácido excitatório, o glutamato. Já o metanol (também derivado do aspartame) causa, depressão do sistema nervoso central, desordens de visão e outros sintomas. 

O acessulfame-K, assim como a sacarina, também tem sido associado com a percepção do sabor doce e seus efeitos estimulatórios, aumentando a absorção de glicose nos enterócitos, além de desregular a sensação de saciedade, aumentado o apetite. 

A tão famosa sucralose, que por um tempo foi considerada o melhor dos adoçantes artificiais também não é inocente. Em estudos mostra-se que ela não exerce efeitos sobre a percepção de fome, esvaziamento gástrico e níveis de insulina. Porém a longo prazo ela está relacionada a problemas renais, doença inflamatória intestinal, alterações de comportamento e neurotoxicidade. 

A estévia é derivada de uma planta sul-americana. É por enquanto o adoçante mais seguro, por sua origem natural. Muitas pessoas não se adaptam, pois deixa um sabor residual. 

Os adoçantes foram feitos para fins especiais e para quem realmente precisa, ou seja, pessoas com alterações glicêmicas, como no caso da diabetes e resistência periférica a insulina. Se produtos dietéticos servissem para emagrecer, certamente eu estaria desempregada, pois 90% dos pacientes que eu atendo me procuram para emagrecer e em sua grande maioria são consumidores de adoçantes e alimentos com os mesmos.

Claro que não estou dizendo que o açúcar é melhor ou pior, mas o que questiono é se precisamos adoçar tudo o que consumimos. Por exemplo, sucos naturais e chás não precisam ser adoçados. Até mesmo o cafezinho de todo dia dá para ser tomado puro, é uma questão de hábito. Quando deixamos de adoçar os alimentos (seja com açúcar ou adoçantes) sentimos o verdadeiro sabor, tudo fica mais natural e muito mais gostoso. 

Se a pessoa realmente precisa do adoçante por problemas de saúde, o ideal é fazer um rodízio, jamais consumir o mesmo tipo por muito tempo. Se a pessoa não precisa, o certo é não adoçar!! Caso isso seja muito impossível ao paladar no início dessa mudança de hábito, é melhor optar por açúcares menos refinados como o demerara ou mascavo, os quais preservam alguns nutrientes. Outras opções mais saudáveis são: o açúcar de coco, o mel, o agave, o melado de cana. Sempre, sempre com moderação. 

A grande questão dos adoçantes é quantidade. O problema não consumir às vezes, e sim em grandes quantidades, pois eles estão presentes em quase tudo, não somente naquelas gotinhas colocadas no café. Eu mesma já peguei produto para crianças que tinha açúcar e adoçante!! Já vi também suplementos vitamínicos para crianças com adoçantes! Temos que ficar de olho!!

Resumindo, se você não precisa usar adoçante por uma questão de saúde, NÃO USE! Tente levar uma vida mais natural, e consumir os alimentos da forma que eles vieram da natureza, sem adoçar!!! 

Resultado de imagem para figuras adoçantesUm abraço e até a próxima. 


Fonte: Nutrição Clínica Funcional - Obesidade, Naves, 2009 e 2014; Química de Alimentos, Damodaran, 2010.



24 de junho de 2014

ANTIOXIDANTES

Olá pessoal!!


Vou falar hoje sobre algo muito importante para a manutenção de nossa saúde: ANTIOXIDANTES.

O termo antioxidante é utilizado para denominar a função de proteção celular contra os efeitos nocivos dos radicais livres.

Durante a respiração celular, as reações químicas em nosso organismo desencadeiam a formação de algumas moléculas instáveis (chamadas de espécies reativas de oxigênio - radicais livres), que por apresentarem um número irregular de elétrons, acabam por reagir com outras moléculas de nosso organismo a fim de restaurar o seu equilíbrio. Os radicais livres são formados em todos os sistemas biológicos de maneira normal, mas o seu excesso é bem problemático para o nosso corpo. Os antioxidantes, encontrados em muitos alimentos, neutralizam a ação desses radicais livres.

Essas espécies reativas de oxigênio não são tão vilões em proporções adequadas, pois possuem papel importante no combate as inflamações, eliminação de bactérias e etc. O problema começa quando há redução de antioxidantes e aumento de oxidantes, ou seja, quando ocorre um desequilíbrio do sistema.

Quando há esse desequilíbrio, aumentam os riscos de desenvolver doenças como câncer, aterosclerose, diabetes, hipertensão, fadiga crônica, cansaço... sendo responsável também pela aceleração do envelhecimento. Os radicais livres também são formados como resultado do cigarro, superexposição ao sol, poluição, bebidas alcoólicas e estresse. Todos esses fatores são responsáveis pelo nosso envelhecimento precoce.

As principais e melhores fontes de antioxidantes são as frutas, verduras e legumes. Alguns chás e as oleaginosas também são ótimas fontes desses nossos amigos. 

Como os radicais livres surgem naturalmente por meio da respiração celular, um dos mecanismos que aumenta a produção dos mesmos é a prática de exercícios físicos, principalmente os prolongados e intensos, pois durante os exercícios, a respiração é aumentada, e por não suprir todas as necessidades, outras reações auxiliares são desencadeadas, levando a um aumento da produção de radicais livres. Mas a prática de exercícios físicos regular traz benefícios para a saúde e além disso, pessoas que praticam regularmente sofrem menos a ação dos radicais livres, pois a atividade física aumenta a produção de enzimas protetoras.

Abaixo vamos ver os principais antioxidantes alimentares:


  • Licopeno: alimentos de cor avermelhada, como tomate, pimentão, beterraba, melancia.
  • Selênio: castanhas, frutos do mar, aves, carnes vermelhas, aveia, cereais integrais.
  • Vitamina E: gérmen de trigo, milho, nozes, amendoim, gema de ovo, sementes, óleo de oliva, amêndoas, avelãs, couve, abacate, damasco, carnes magras, laticínios, alface, espinafre, aspargos, cereais integrais.
  • Vitamina C: frutas cítricas, acerola, pimentão, goiaba, kiwi, brócolis, maracujá, laranja.
  • Betacaroteno: cenoura, tomate, abóbora, beterraba, mamão, manga, batata doce.
  • Flavonoides:  frutas, verduras, suco de uva, chá verde, chá branco, gengibre, cacau.
  • Zinco: carnes vermelhas e brancas magras, frutos do mar, ovos, cereais integrais, grãos, gérmen de trigo.
  • Antocianinas: amora, uva, framboesa, morango, repolho roxo, alface roxo e açaí.

Estes são somente alguns exemplos, uma alimentação equilibrada, bem colorida, com certeza garante dose extra de antioxidantes. Uma coisa muito importante: a maioria dos antioxidantes são hidrossolúveis, ou seja, se perdem rápido, portanto é importante consumir uma fonte a cada 3 horas para garantir a presença deles os nosso organismo. 

Um abraço e até o próximo post!


11 de setembro de 2013

PROBIÓTICOS E PREBIÓTICOS

Olá pessoal!


Quem já ouviu essas duas palavras: prebióticos e probióticos? Dá para se confundir. Estou aqui para tirar algumas dúvidas sobre o que são e qual a melhor forma de obter os benefícios deles.

Temos mais bactérias maléficas e benéficas no intestino que células no corpo. Por isso os prebióticos e os probióticos são fundamentais para reforçar a imunidade e ajudar no funcionamento perfeito do organismo.

A microbiota intestinal é formada por mais de 400 espécies diferentes de bactérias. Ela evolui de acordo com a idade. Quando bebê, o intestino é estéril, mas logo após o nascimento ele começa a ser colonizado por várias bactérias, de acordo com a alimentação. As bactérias vivem ecologicamente em equilíbrio exercendo funções importantes, como digestão, síntese de vitaminas essenciais e proteção da mucosa. O intestino é o órgão relacionado com função imune mais importante do organismo: aproximadamente 60% das células imunológicas do organismo estão presentes na mucosa intestinal.

As bactérias maléficas querem dominar o ambiente e derrubar a saúde, já as benéficas brigam para varrer esses inimigos e manter o organismo funcionando bem. É uma guerra constante. A vitória delas depende da quantidade e da qualidade dessas bactérias boas (os probióticos), que para crescerem precisam se alimentar. É aí que entram os prebióticos, nutrientes necessários para a multiplicação delas.

Para uma boa saúde o ideal é ter um equilíbrio entre elas. Quando a microbiota está desequilibrada (o que chamamos de disbiose intestinal), há uma alteração da mucosa intestinal, levando a uma menor síntese e absorção de nutrientes, produção de substâncias tóxicas, inativação de enzimas, desenvolvimento excessivo de alergias, intolerâncias, entre outros problemas.

Vamos entender um pouco mais:

PROBIÓTICOS

Pela definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), os probióticos são bactérias que quando ingeridas na dose certa, chegam íntegras e ainda vivas ao intestino, equilibram a flora microbiana local e beneficiam o organismo de várias maneiras. O termo probiótico é proveniente do grego e significa para a vida.

É no intestino que se concentram as células de defesa do organismo. Por isso, cuidar bem dele significa investir em uma imunidade capaz de blindar o corpo contra vários tipos de doenças.

São ótimos tanto para prisão de ventre quanto para diarréia, pois equilibram a flora intestinal, facilitando a eliminação das fezes e combatendo bactérias maléficas.

Aumentam a absorção e a fixação dos nutrientes dos alimentos como o cálcio, ferro e vitaminas do complexo B.

Elevam os níveis de colesterol bom (HDL) e reduzem os do ruim (LDL).

Eles estão presentes nos leites fermentados e alguns iogurtes e bebida lácteas enriquecidos com culturas probióticas. As bactérias presentes no iogurte natural não são probióticas, pois não resistem à acidez do estômago e morrem antes de chegar ao intestino (apesar de beneficiarem o organismo por fabricarem ácido fólico e vitamina B12).

Também é possível consumir probióticos em pó (para diluir na água) ou em cápsulas, caso a pessoa tenha intolerância a leite e derivados. Como esses microorganismos normalmente são termossensíveis e têm vida curta, os alimentos e suplementos devem ser mantidos e consumidos refrigerados para conservar as propriedades.

São indicados inclusive para crianças, porém é necessário consultar um nutricionista para adequar as dosagens, pois o excesso pode ser prejudicial nesta faixa etária. Para gestantes eles são fundamentais para evitar infecções e prevenir a obstipação, muito frequente no pré e pós parto. 

O mais importante é a regularidade, ou seja, consumir probióticos todos os dias, pois parte das bactérias vai embora com o bolo fecal e precisa ser sempre reposta a fim de manter a colonização ideal do intestino.

PREBIÓTICOS

São os nutrientes que favorecem o crescimento e atividade das boas bactérias no intestino. Constituídos de fibras que o organismo não digere, eles fermentam e viram alimento para os probióticos.

Além de serem fundamentais para a sobrevivência das bactérias boas no organismo, são um tipo de fibra, e, portanto, importantes para o trabalho do intestino. Elas também colaboram para a redução dos níveis de colesterol e triglicérides, e melhoram a absorção de nutrientes.

Onde encontrar: alho, cebola, chicória, aspargos e alcachofra são fontes de inulina, um tipo de fibra com ação prebiótica e que ainda aumenta a absorção de ferro dos alimentos e a fixação de cálcio nos ossos. Banana, aveia, centeio, cevada e mel contêm os frutooligossacarídeos (FOS), outro tipo de fibra desse grupo.

Para obter os benefícios, a ingestão deve ser de 5 a 10 gramas de inulina ou fos por dia, em torno de cinco porções de alimentos com esses nutrientes. Se ficar difícil por meio da dieta, deve-se consultar uma nutricionista para ver se é o caso de prescrever a suplementação em pó.


A prescrição de probióticos e prebióticos (na forma de alimentos ou suplementos) é parte importante nas minhas consultas, pois independente dos objetivos, eles ajudarão a melhorar os resultados e beneficiar a saúde. 

Um abraço e até a próxima!